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Projectos protelados


Tenho lido alguma coisa sobre produtividade. E sobre simplificação. À primeira vista pode parecer contraditório, mas acredito que são temas que se complementam. Para sermos produtivos temos que eliminar o que é desnecessário, ou seja, simplificar.
É frequente termos projectos agendados durante vários dias, semanas, meses ou até anos. Será que alguma vez lhes vamos, realmente, “pegar”? Se os arrumámos na estante, qual é o verdadeiro valor daquele projecto para nós, para a nossa vida?
Há empreendimentos que só podem avançar em determinado momento, ou mediante determinadas condições, é certo. Mas os restantes, será que não estão apenas a ocupar espaço no nossa memória e a causar mais pressão? A fazer-nos sentir como se estivéssemos a falhar. Talvez esteja na altura de nos libertarmos desse fardo, sem medo. Ficaremos mais leves e com espaço e disponibilidade para o que deveras importa.

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Os meus temas

Sou uma pessoa “vulgar”, portanto sei que não vou inventar a roda neste espaço. Pretendo apenas ordenar ideias, partilhar pensamentos ou dúvidas existenciais, dissertar um pouco sobre conceitos que vou apanhando por aí e que quero (tentar) aplicar. Alguns dos temas que poderão passar por aqui: livros, parentalidade, culinária, organização, relacionamentos, ecologia. Ou seja, de tudo um pouco, de tudo o que me poderá vir à cabeça no momento, de tudo o que me apetecer e me fizer falta colocar por escrito. Leio alguns blogs que me inspiram e que falam da maioria dos temas que referi (é que não estou mesmo a inventar a roda!), pelo que apenas pretendo deixar aqui algumas das minhas reflexões e experiências. Ou, claro está, assuntos que em nada se relacionem com isso. Veremos.

A luta continua!

Há bastante tempo que leio sobre as vantagens de fazer uma ementa semanal, ou até mensal. E sempre que faço e sigo a dita ementa, a vida é mais doce. Então, porque não consigo desenvolver o hábito?! É irritante conhecermos uma ferramenta que funciona (comigo pelo menos, sei que nem toda a gente gosta) e não sermos capazes de a utilizar regularmente. Não sei se será por não gostar de repetir seja o que for, e se escrever as refeições percebo que essas repetições existem e forço-me a arranjar alternativas, o que é cansativo. Ou se será porque não me apetece pensar de antemão na lista de compras que tenho que elaborar para que a ementa funcione. Ou se é apenas boicote puro e simples, de mim para mim. O que não seria inédito. Não vou desistir. A desta semana já está feita, acabadinha de sair do forno. Toma!